A pedido de vários leitores cá do Blog, aqui ficam algumas considerações sobre o dia do Pai. Nada como experienciar um jantar comemorativo para ter tema de conversa para um post...e este será dividido em duas partes:
1ª parte:
“Há bons pais e outros assim-assim.” Inês
Vou-vos então contar um episódio passado comigo há muitos anos atrás:
Quando andava na terceira classe, tiramos uma fotografia (só, e em grupo na escola) para oferecer no dia da Mãe, e a professora mandou perguntar ao pai se a queria comprar para depois adornar com um bonito poema e fazer uma surpresa à mãe...Cheguei a casa toda contente e perguntei ao meu pai. A resposta foi curta e seca... -”não quero saber nada disso...” sic
Vocês esmoreciam??? Eu cá nem por isso...(já viram se eu era a única que ficava sem prenda????), fui ter com a minha mãe a ver se ela estava interessada em pagar pela sua própria surpresa... e é claro que fiquei com a foto da Maria Trançuda Sem Dentes que podem apreciar já aí em baixo.

Pensando bem, até que compreendo o meu pai...para que é que ele quereria dar uma foto à sua esposa da quarta decepção que ela lhe deu???
Eu até sei que este episódio nem tem nada a ver com o dia do Pai propriamente dito, mas já daqui se depreende em qual das duas categorias estava o meu paizinho inserido...
2ª parte
Neste ano, as professoras das minhas crianças decidiram convidar os pais a acompanhar por uma hora os seus rebentos, e foi a lembrar-me do triste episódio que referi em cima, que implorei ao maridinho que perdesse uma manhã de trabalho, ao que ele acedeu e pelo que ouvi dizer, correu tudo muitíssimo bem.
O dia estava pois decorrido quando me vem à lembrança mais uma das minhas magníficas ideias (peregrinas). Tratei então de convidar S. Exa, para que em conjunto com sua senhoria (a minha pessoa), e ainda a minha irmã Ana, cunhado e respectivas proles saissemos para jantar...
Ora vocês bem sabem que uma snob como eu, escolheria sempre um restaurante 3 estrelas Michelin!!!, mas como era eu a pagar, contentei-me em ir à Telepizza de Ermesinde. O objectivo era os adultos comerem sossegaditos enquantos as crianças brincavam naquelas espécies de jaulas plastificadas...
Puro engano caríssimos amigos! Os sobrinhos e o tremoço da minha filha saltavam que dava gosto, porém, o meu mais pequeno desatou num berreiro que parecia a matança do porco...Ò mãe (reparem por quem é que o miudo chamava...) não conxigo!!!
Eu nem tem mais nada, qual concorrente dos Jogos Sem Fronteiras, tirei os sapatos e toca para dentro da rede a ver se conseguia acalmar o rapaz... Conseguia qual quê?? Ainda mais berrava... o pai bufava, os outros comensais riam-se que nem perdidos, enfim... ainda levei com várias bolas na cabeça.No final tive que pagar a janta, tive de aturar os olhares malignos do papá, e ainda tive que ficar com o miúdo ao colo enquanto todos se lambuzavam com a pizza. Soube, neste mesmo dia em que vos escrevo, que é altamente provável que haja uma gravação desta minha tristíssima figura no restaurante, mas quem quiser que vá lá perguntar, porque eu não vou de certezinha absoluta...)
No final da refeição e quando chegamos a casa,tinha para ver dois magníficos porta canetas artesanais e ainda um poema (cortesia do Jardim de Infância da Ilha). Conto convosco para me darem a vossa opinião sincera...aos reparos entre ( ) que fiz ao mesmo...e ainda o punha a rimar....
* Poema ao Pai*
*Ainda sou pequenina
Como um botão
Guardo o Pai no Bolso
e a mãe no coração* (repararam qual o lugar de cada um, não repararam??)
*O bolso rasgou-se
O pai caíu ao chão* (olha que pena...)
*peguei nele ao colo
guardei-o no coração* (ò amigo, chega p'ra lá, este lugar já está ocupado...)
Inês